quinta-feira, 6 de junho de 2013

Use e abuse deles....


LER OU NÃO LER? EIS A QUESTÃO...



ESSA NÃO É A QUESTÃO. LER PARA QUÊ? ESSA QUESTÃO ORIENTARÁ SUAS ESCOLHAS DE LEITURA....

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Diário de Leitura



Quando penso em  leitura e escrita, logo me lembro de algumas professoras que tive. A primeira delas foi  a minha professora da quarta série do ensino fundamental I, que em uma atividade estava falando  sobre a simbologia do natal e nos mostrou uma imagem muito simples de um velho de barba branca sentado ao lado de uma lareira. Uma imagem simples mas que foi expressa por uma professora que tinha um olhar mágico sobre as coisas, que nos motivou a escrever sobre aquilo que estávamos vendo, "escrevi pela primeira vez como se as palavras surgissem da alma", e ao me devolver a redação não me lembro da nota dada pela professora mas pela mensagem escrita por ela logo abaixo "Parabéns você escreve muito bem o seu texto me encantou"; esta pequena mensagem deixada pela minha professora me acompanha até hoje me impulsionando a escrever, não por achar que escrevo bem mas porque alguém parou e se importou com aquilo que eu havia escrito .  A segunda foi já no ensino médio com uma professora que até hoje faz parte da minha vida; Professora Elza , que em suas aulas ela sempre citava alguns livros e autores para a nossa leitura, não era algo imposto mas ela falava com tanta emoção e sentimento sobre os livros , que tínhamos vontade de lê-los. Lembro me muito bem de um livro em especial " A Moreninha" de Joaquim Manoel de Macedo que eu não poderia deixar de ler e que eu gostei muito; e hoje tenho o privilégio de trabalhar com ela na mesma escola. Termino o meu relato com um trecho da poesia de Rubem Alves que trago comigo...


 " Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas...


[...] o vôo não pode ser ensinado...ele só pode ser encorajado". 



  Foi isto que estas professoras fizeram comigo, "quão bom é poder viajar por entre as linhas, além do papel, além do real..."é isto que a leitura me proporcionou, e foi através destes professores (incluo minha mãe, porque mãe também foi uma professora para mim) encorajadores que consegui isto, porque não tentaram me ensinar a voar, fizeram mais que isto, me encorajaram a arte do vôo, mostrando que todos podem voar!!
Professora Francielli dos Santos Miranda

Perfil




Meu nome é Francielli sou integrante do grupo 5, do curso Melhor Gestão Melhor Ensino . Sou professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Tenho o prazer de lecionar na Escola onde estudei desde o antigo primário, a  E.E."Dr. Raul Venturelli". Estou na rede estadual desde 2006. Espero com este curso "Melhor Gestão, Melhor Ensino", poder refletir sobre a minha prática, buscando um melhor aprimoramento na minha vida profissional!





Meu nome é Gisele Antunes, sou professora há 6 anos, trabalho nas redes municipal e estadual de ensino. Estudei na FAFIJA - UENP, em Jacarezinho - PR, participei de iniciação científica com o projeto "Leitura Significativa", que contribuiu muito para minha formação teórica e prática. Sou apaixonada por leitura e o curso foi uma ótima oportunidade de estudo a respeito. Atualmente faço Pedagogia - UNESP e busco por atualizações constantes de minha prática pedagógica. 




Olá, sou Ana Elisa e trabalho na Rede Estadual há 19 anos,  na disciplina de Língua Portuguesa, este ano estou na Escola Dr Raul Venturelli e na Rede Municipal na área de Educação Infantil há 16 anos. Amo o que faço, sempre buscando cada vez mais, pois amo aprender e acredito que esse é o caminho para construirmos nossos conhecimentos. Procuro sempre o novo para desvendar o oculto. 






terça-feira, 4 de junho de 2013

HISTÓRIAS DE LEITURA E ESCRITA

UM POUCO DE MINHA RELAÇÃO COM A LEITURA E A ESCRITA

GISELE FRANCISCO ANTUNES

Cresci vendo minha mãe e tias lendo. Desde cedo interessei-me pelas letras, quis conhecê-las antes mesmo de ir pra escola. Meu pai, que fez o antigo magistério, se dispôs a me apresentá-las. De forma bem tradicional, fui conhecendo as vogais, consoantes e comecei a juntar as letras e reconhecer palavras. Quando entrei na escola um mundo mágico me foi apresentado. Minha primeira professora, Ieda, lia histórias com um entusiamo delicioso e nos incentivava a contá-las também. Na terceira série, eu já dominava a escrita e a leitura, e passei a frequentar a biblioteca sozinha. Retirava livros toda semana e me apaixonei por um título que marcou minha infância: "A fada que tinha ideias", da Fernanda Lopes de Almeida. A Clara Luz, personagem principal, fez com que eu não me sentisse diferente por ser curiosa, questionadora, ter ideias que pareciam malucas, pois fugiam do comum. Na primeira vez eu li, depois pedia que minha mãe lesse pra mim, pois o som da sua voz é melódico, expressivo e eu me sentia muito feliz com esses momentos. Eu costumava pegar outros livros, mas sempre voltava com esse para casa e minha mãe dizia "Gi, de novo esse livro? Não enjoa?!" e eu sempre a convencia de lê-lo mais uma vez pra mim. Nessa época conheci Ana Maria Machado, Monteiro Lobato, Maria Clara Machado, entre outros transformadores de minha imaginação. Mais velha, adentrei em histórias de mais densas e uma que me impressionou muito, pois fui capaz de sentir a dor expressa pelas palavras, foi Iracema, de José de Alencar. Em um projeto da escola Francelina Franco em Buri, onde estudei, caixas de livros eram levadas para sala e por vinte minutos toda a escola parava para ler, inclusive funcionários, eu escolhi aquele livro com uma índia na capa, nome sonoro, apresentação instigante e um final tão lírico que me emocionou, mesmo estando entre outros quase trinta adolescentes. Não parei mais de ler, considero a leitura sinônimo de liberdade, pois quando eu nem sonhava que um dia poderia viajar, conhecer outros lugares, outras culturas, outras realidades, os livros me diziam o contrário, incentivavam meus sonhos, meus devaneios interiores, acalmavam minha alma e me ensinavam a ver o mundo ou mundos com outros olhos.


(Trecho com o qual me emocionei muito, chegada de Martim e morte de Iracema)

"O cristão moveu o passo vacilante. De repente, entre os ramos das árvores, seus olhos viram, sentada à porta da cabana, Iracema, com o filho no regaço, e o cão a brincar. Seu coração o arrojou de um ímpeto, e a alma lhe estalou nos lábios:
— Iracema!. . .
A triste esposa e mãe soabriu os olhos, ouvindo a voz amada. Com esforço grande, pôde erguer o filho nos braços, e apresentá-lo ao pai, que o olhava extático em seu amor.
— Recebe o filho de teu sangue. Era tempo; meus seios ingratos já não tinham alimento para dar-lhe!
Pousando a criança nos braços paternos, a desventurada mãe desfaleceu, como a jetica, se lhe arrancam o bulbo. O esposo viu então como a dor tinha consumido seu belo corpo; mas a formosura ainda morava nela, como o perfume na flor caída do manacá . Iracema não se ergueu mais da rede onde a pousaram os aflitos braços de Martim. O terno esposo, em quem o amor renascera com o júbilo paterno, a cercou de carícias que encheram sua alma de alegria, mas não a puderam tornar à vida: o estame de sua flor se rompera."